WBS/EAP no PEQuI: entregáveis, TRL e evidências auditáveis - Série Checklist E3P

Publicado em:
February 23, 2026

Capítulo 3: Governança e Execução

EAP e Cronograma: o coração do projeto

A Estrutura Analítica do Projeto (EAP/WBS) não é burocracia; é o mapa de voo. Se uma atividade consome recursos mas não gera entrega evidenciável, ela é candidata à glosa. O cronograma deve refletir a realidade técnica e os marcos regulatórios.

As Exigências do PROPDI para pontos de controle

O PROPDI demanda que o cronograma físico esteja atrelado a entregas claras. Além disso, o PEQuI introduz KRs (Key Results) que funcionam como marcos de sucesso. Projetos com duração superior a 48 meses exigem justificativas robustas e pontos de controle intermediários obrigatórios.

Checklist na prática - o que merece mais atenção

  • Núcleo Obrigatório:  Garanta que sua EAP cubra Iniciação, Planejamento, Execução (Pesquisa), Monitoramento e Encerramento.
  • Vínculo com KR: Verifique individualmente se suas entregas técnicas (Relatórios/ Protótipos) comprovam o atingimento dos KRs (ex: KR15 de maturidade TRL).
  • Caminho Crítico: É indispensável identificar quais atividades tem potencial para travar o seu projeto.
  • Valide a duração regulatória (48+12) no baseline do cronograma
  • Transforme checkpoints críticos em marcos
  • Modele dependências reais (ex.: protótipo antes do piloto; piloto antes da escalabilidade)
  • Identifique e acompanhe caminho crítico (o que, se atrasar, atrasa o projeto inteiro)

Erros Comuns na etapa de WBS/EAP

  • EAP Genérica: Tarefas como "Pesquisa Bibliográfica" durando 12 meses sem entrega intermediária, ou governança, PI e cadastro deixados fora do plano.
  • Ignorar tempo investido em burocracias: Não incluir na EAP tempo para relatórios contábeis, auditoria e preenchimento de formulários de encerramento.
  • TRL declarado sem checkpoints e evidências (incompatível com AMT baseada em evidência).
  • KRs tratados como “resultado final” e não como fluxo de medição com responsável e evidências.
  • Auditoria/REFP/ODS-ODI planejados no fim (quando deveriam ser parte do cronograma desde o início).

Como o E3P atua nesta etapa

O E3P centraliza a gestão de stakeholders e contratos. A plataforma permite associar permissões de acesso baseadas no organograma do projeto e armazena evidências de reuniões e aprovações, criando uma trilha de auditoria robusta para a governança.

Nesta etapa, o E3P reduz risco e acelera organização porque:

  • transforma a EAP em uma estrutura executável e auditável, com trilha de evidências por pacote de trabalho;
  • facilita governança e controles (marcos, aprovações, cadências, responsáveis);
  • organiza evidências de TRL (checkpoints e documentação) alinhadas à lógica de AMT;
  • centraliza entregáveis regulatórios (relatórios técnicos, REFP, auditoria, ODS/ODI, relatório final) para reduzir lacunas e retrabalho.

(Não há promessa de “garantias”: O objetivo principal é mitigar risco por padronização, rastreabilidade e governança.)

Baixe aqui o material de apoio - Checklist prático para controle de Governança e Execução para projetos

Quer saber como o E3P atua, nesta e em todas as outras etapas da gestão de projetos PD&I? Agende uma demonstração do E3P

Referências:

  • ANEEL. Procedimentos do Programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PROPDI).
  • ANEEL. Plano Estratégico Quinquenal de Inovação (PEQuI) 2024–2028.
  • ANEEL. Guia de TRL – Maturidade Tecnológica.
Michael Cardoso
Equipe E3P