WBS/EAP no PEQuI: entregáveis, TRL e evidências auditáveis - Série Checklist E3P

Capítulo 3: Governança e Execução
EAP e Cronograma: o coração do projeto
A Estrutura Analítica do Projeto (EAP/WBS) não é burocracia; é o mapa de voo. Se uma atividade consome recursos mas não gera entrega evidenciável, ela é candidata à glosa. O cronograma deve refletir a realidade técnica e os marcos regulatórios.
As Exigências do PROPDI para pontos de controle
O PROPDI demanda que o cronograma físico esteja atrelado a entregas claras. Além disso, o PEQuI introduz KRs (Key Results) que funcionam como marcos de sucesso. Projetos com duração superior a 48 meses exigem justificativas robustas e pontos de controle intermediários obrigatórios.
Checklist na prática - o que merece mais atenção
- Núcleo Obrigatório: Garanta que sua EAP cubra Iniciação, Planejamento, Execução (Pesquisa), Monitoramento e Encerramento.
- Vínculo com KR: Verifique individualmente se suas entregas técnicas (Relatórios/ Protótipos) comprovam o atingimento dos KRs (ex: KR15 de maturidade TRL).
- Caminho Crítico: É indispensável identificar quais atividades tem potencial para travar o seu projeto.
- Valide a duração regulatória (48+12) no baseline do cronograma
- Transforme checkpoints críticos em marcos
- Modele dependências reais (ex.: protótipo antes do piloto; piloto antes da escalabilidade)
- Identifique e acompanhe caminho crítico (o que, se atrasar, atrasa o projeto inteiro)
Erros Comuns na etapa de WBS/EAP
- EAP Genérica: Tarefas como "Pesquisa Bibliográfica" durando 12 meses sem entrega intermediária, ou governança, PI e cadastro deixados fora do plano.
- Ignorar tempo investido em burocracias: Não incluir na EAP tempo para relatórios contábeis, auditoria e preenchimento de formulários de encerramento.
- TRL declarado sem checkpoints e evidências (incompatível com AMT baseada em evidência).
- KRs tratados como “resultado final” e não como fluxo de medição com responsável e evidências.
- Auditoria/REFP/ODS-ODI planejados no fim (quando deveriam ser parte do cronograma desde o início).
Como o E3P atua nesta etapa
O E3P centraliza a gestão de stakeholders e contratos. A plataforma permite associar permissões de acesso baseadas no organograma do projeto e armazena evidências de reuniões e aprovações, criando uma trilha de auditoria robusta para a governança.
Nesta etapa, o E3P reduz risco e acelera organização porque:
- transforma a EAP em uma estrutura executável e auditável, com trilha de evidências por pacote de trabalho;
- facilita governança e controles (marcos, aprovações, cadências, responsáveis);
- organiza evidências de TRL (checkpoints e documentação) alinhadas à lógica de AMT;
- centraliza entregáveis regulatórios (relatórios técnicos, REFP, auditoria, ODS/ODI, relatório final) para reduzir lacunas e retrabalho.
(Não há promessa de “garantias”: O objetivo principal é mitigar risco por padronização, rastreabilidade e governança.)
Baixe aqui o material de apoio - Checklist prático para controle de Governança e Execução para projetos
Quer saber como o E3P atua, nesta e em todas as outras etapas da gestão de projetos PD&I? Agende uma demonstração do E3P
Referências:
- ANEEL. Procedimentos do Programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PROPDI).
- ANEEL. Plano Estratégico Quinquenal de Inovação (PEQuI) 2024–2028.
- ANEEL. Guia de TRL – Maturidade Tecnológica.
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